Soluções baseadas na Natureza é tema de seminário realizado pelo CGEE

17/11/2022


Atualizado em 17/11/2022  |  por Equipe OICS

As Soluções baseadas na Natureza são uma alternativa sustentável para enfrentar grandes desafios urbanos, como a crise hídrica, e a emergência climática que está acontecendo. A inspiração na natureza para desenhar soluções que forneçam melhor qualidade de vida e resiliência climática é uma aposta que tem ganhado cada vez mais atenção no mundo inteiro.

Por isso, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) promoveu o IV Seminário Internacional de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), reunindo especialistas do Brasil e do mundo para palestras. O evento foi realizado no âmbito do Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis (Oics), em parceria com a Fundação Grupo Boticário e a Aliança Bioconexão Urbana.

Na abertura do evento, a diretora do CGEE, Regina Silverio, destacou que o intuito do evento é atrair tomadores de decisão para as plataformas dos parceiros da instituição e do Oics. “O nosso propósito é fazer com que os gestores públicos vejam nessas plataformas instrumentos que possam auxiliar na gestão dos municípios, utilizando as Soluções baseadas na Natureza que não melhoram somente a qualidade de vida dos cidadãos que vivem em ambientes urbanos, mas também podem nos ajudar a mitigar as questões climáticas”, afirmou. 

A analista técnica de meio ambiente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Sofia Zagallo, ressaltou que promover o desenvolvimento sustentável é um desafio para todos os gestores, independente do porte populacional ou da região onde o município está localizado. "A ausência histórica de financiamento federal e de capacitação técnica para a gestão ambiental municipal, aliada às desigualdades sociais e a ação humana sobre o território, criam um cenário desafiador mas também propício para o surgimento de soluções inovadoras, que sejam mais baratas e também inspiradas na natureza", declarou. 

As SbN ajudam a promover maior resiliência às mudanças do clima e qualidade ambiental. Falando sobre isso, o gerente de portfólio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Asher Lessels, afirmou que as mudanças climáticas já estão acontecendo e devem ser prioridade na agenda governamental. "Estamos em uma emergência planetária. As SbN são a maneira mais sustentável para enfrentar esse desafio", disse. 

O secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcelo Morales, apresentou iniciativas da pasta que fortalecem a sustentabilidade nas cidades. "Em um mundo pós-pandemia, os governos, a academia, empresas e sociedade civil precisam trabalhar de forma colaborativa em busca de alinhamento estratégico para a solução de complexos desafios urbanos, como a segurança hídrica e a extrema desigualdade social, além de fortalecer a resiliência climática e o fomento a economia verde de baixo carbono”, destacou. 

O evento durou a manhã inteira e uma parte da tarde. O primeiro painel foi o internacional, que reuniu autoridades de outros países para uma discussão sobre as ações tomadas fora do Brasil. Em seguida, a equipe do projeto CITinova, realizado pelo MCTI, fez apresentações sobre a iniciativa. Já o painel Cidades e SbN reuniu gestores públicos de diferentes localidades brasileiras, como Recife, Niterói e Distrito Federal, para exibir as ações em sustentabilidade que são utilizadas nas respectivas regiões. Para finalizar, o painel Mulheres e SbN reuniu personalidades femininas que lideram projetos nessa temática. 

 

Sobre o Observatório de Inovação para Cidades Sustentáveis 

O observatório consiste em uma plataforma virtual dedicada ao mapeamento e divulgação de soluções para ambientes urbanos, contextualizadas ao território nacional, por meio de tipologias de cidades-região. Essa esquematização é fundamentada em seis temas, que são: água, resíduos sólidos, mobilidade, energia, ambiente construído e soluções baseadas na natureza. 

O CGEE desenvolve a iniciativa no âmbito do projeto CITinova, realizado pelo MCTI com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente [GEF, na sigla em inglês] e gestão da ONU Meio Ambiente; com a parceria do Instituto Cidades Sustentáveis, da Agência Recife de Inovação (Aries), do Porto Digital e da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF).