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PROCESSO ou METODOLOGIA

Micro e minigeração distribuída com sistemas híbridos

Micro e minigeração distribuída com sistemas híbridos

Energia

Energia limpa e renovável

Nível de maturidade da solução

Ideação e pesquisa


Aplicada em escala piloto


Disponível comercialmente e aplicada


Amplamente disseminada


Tipo de Investimento

Informação indisponível


Os sistemas híbridos de geração de energia dizem respeito à produção eletricidade por meio da combinação de duas ou mais tecnologias de geração. No ambiente urbano, os sistemas híbridos podem servir à geração distribuída, combinando preferencialmente a geração a partir de diferentes fontes renováveis, como energia solar fotovoltaica, energia eólica de pequeno porte, geração à biomassa e armazenamento de energia. Na microgeração distribuída, a potência de geração instalada é de até 75 kW e a responsável pelos custos de atualização dos equipamentos de medição é a distribuidora local. No caso da minigeração distribuída, a potência de geração instalada é superior a 75 kW, menor ou igual a 3 MW para fontes não despacháveis e menor ou igual 5 MW para fontes despacháveis. Nesse caso, é o próprio consumidor que arca com a atualização do sistema de medição bem como, em alguns casos, com eventuais custos relacionados à sua conexão com a rede da distribuidora local. A principal vantagem dos sistemas híbridos de geração, independentemente do porte do empreendimento, é o aproveitamento da complementaridade entre diferentes fontes energéticas. Dado que a maior parte dos recursos renováveis é intermitente, isto é, variável ao longo de um dia ou entre diferentes períodos do ano, a combinação de diferentes tipologias de geração pode assegurar uma geração mais equilibrada, menos intensiva em carbono e com maior segurança e resiliência acerca do suprimento constante de energia em um contexto de mudança do clima.

Parque hibrido de energia Geração de energia renovável Energia solar Energia eólica Usina híbrida

O Problema

Cerca de 85% da geração elétrica nacional é baseada em fontes renováveis de energia, que geralmente apresentam custo de produção inferior à eletricidade proveniente de base fóssil. Contudo, o custo de geração não se traduz, necessariamente, em acesso a fontes modernas de energia, como é o caso eletricidade oriunda das fontes solar fotovoltaica, eólica e de biomassas. Em particular, tem-se observado nos últimos anos uma precarização no acesso à energia, sobretudo em regiões urbanas e periurbanas com elevada desigualdade social. Nesse contexto, o incentivo à adoção da solução pode endereçar a problemática relativa ao acesso de energia, também se constituindo em opção de geração de renda no caso da produção de excedente de eletricidade.