Artigo Estudos de Caso

Feed-in tariff (tariffa onnicomprensiva) na Itália

Metodologia

Energia

Mecanismos de incentivo à geração solar fotovoltaica distribuída

Itália

Lácio()

Na Itália, os mecanismos de apoio para fontes renováveis de energia elétrica são gerenciados pela GSE (Gestore dei Servizi Energetici). A energia proveniente dessas fontes é promovida, principalmente, por meio de uma combinação de tarifas FIT, FIT Premium e leilões. Também existem mecanismos de regulação tributária para investimentos em plantas de geração a partir de renováveis. Além disso, o GSE gerencia a venda de energia renovável sob encomenda, e as geradoras interessadas podem fazer parte do sistema de compensação. Os operadores da rede são obrigados a dar acesso prioritário às usinas de energia renovável e também a despachar prioritariamente a eletricidade gerada a partir dessas fontes. Os empreendimentos de renováveis podem solicitar aos operadores que expandam a rede se for necessário para a conexão de uma usina. A Itália diferencia a fonte fotovoltaica em seus mecanismos atuais de incentivo. Isso ocorre devido ao grande incentivo a esta fonte no passado e a seus custos associados. O mecanismo FIT I ou tariffa onnicomprensiva não inclui a fotovoltaica. Todas as usinas de fontes renováveis, com exceção de fotovoltaicas, com capacidade instalada entre 1 kW e 0,5 MW, têm o direito de escolher a tarifa FIT I em alternativa à tarifa FIT Premium I. Dependendo do seu tamanho, as usinas podem acessar este mecanismo diretamente ou depois de se submeterem a uma listagem em um registro com limites de capacidade definidos por ano. Neste mecanismo, a remuneração ao gerador é fruto da soma da tarifa FIT e do bônus que venha a ser atingido. As usinas são obrigadas a pagar taxas em caso de desequilíbrio, bem como possíveis despesas adicionais aplicadas pela GSE por vender a eletricidade no mercado intradiário. No caso oposto (possíveis receitas adicionais obtidas pela GSE), as receitas são transferidas de volta para a usina. Os incentivos são fornecidos pela GSE ao gerador todos os meses, durante 15 a 20 anos, de acordo com a fonte. O GSE administra o Fundo para a Promoção de Plantas de Energia Renovável (Conto per nuovi impianti da fonti rinnovabili ed assimilate), que é composto por tarifas arrecadadas dos consumidores de energia elétrica. Em 2011, a comunicação da Comissão Europeia “Roadmap to a low carbon economy in 2050” estabeleceu que as emissões de gases de efeito estufa (GEE) deveriam ser reduzidos em pelo menos 80% até 2050 em relação aos níveis de 1990, para garantir a competitividade e o crescimento econômico na transição de energia e para atender aos anseios do protocolo de Quioto. Em 2016, a comissão apresentou o “Clean Energy Package”, que consiste em propostas legislativas para o desenvolvimento de Fontes Renováveis de Energia (FRE) e do mercado da eletricidade, a fim de melhorar a eficiência energética e definir a governança da energia na UE, com os seguintes objetivos até 2030: 27% de participação de FRE no consumo de energia e 30% de redução do consumo de energia primária e final, ambas em relação ao bloco. A Itália apresentou à Comissão Europeia, em 2018, um plano de energia e clima como contribuição para os objetivos europeus comuns. Esse plano incorporará a Estratégia Nacional de Energia (2017). Os principais objetivos e metas estabelecidos pelo MSE (2017) incluem reduzir o consumo final de energia para 10 Mtep até 2030, atingindo 28% de participação de renováveis no consumo total no mesmo período. A meta para a participação de renováveis na geração de eletricidade é de 55% até 2030, incluindo hidrelétricas de grande porte. Os objetivos incluem o fortalecimento da segurança energética do país, a expansão dos combustíveis renováveis e da mobilidade pública sustentável, e a desativação das usinas de geração de energia elétrica abastecidas a carvão até 2050. A Itália não possui usinas nucleares.

Custo para Implementação

Informação não disponível

A viabilidade econômica do caso de estudo depende do sucesso da parceria entre as empresas interessadas em desenvolver tecnologia de geração de energias renováveis.

Desafios

  • Energias renováveis reduzem a dependência de combustíveis fósseis, aumentando os níveis de segurança energética.

  • O mecanismo desincentiva o uso de combustíveis fósseis.

  • O mecanismo incentiva o uso de energias renováveis.

Contexto

A Itália é uma república parlamentar unitária localizada no centro-sul da Europa. Ao Norte, faz fronteira com França, Suíça, Áustria e Eslovênia ao longo dos Alpes. A parte Sul consiste na totalidade da península Itálica, Sicília, Sardenha, as duas maiores ilhas no mar Mediterrâneo, e muitas outras ilhas menores ficam no entorno do território italiano. O território do país abrange cerca de 301.338 km² e a maior parte do seu território tem um clima temperado sazonal. Com 60,8 milhões de habitantes em 2015, é a quinta nação mais populosa da Europa e a 23ª do mundo. A Itália moderna é uma república democrática, classificada como o 24º país mais desenvolvido do mundo e com índice de qualidade de vida entre os dez primeiros do planeta (The Economist, 2005; Conceição, 2019). O país goza de um alto padrão de vida e tem um elevado PIB nominal per capita. É um membro fundador da União Europeia e parte da zona euro, além de ser membro do G8, G20, OTAN, OCDE, Organização Mundial do Comércio (OMC), Conselho da Europa, União da Europa Ocidental e das Nações Unidas. A Itália tem a quarta maior reserva de ouro, o oitavo maior PIB nominal, o décimo maior PIB (PPC) e o sexto maior orçamento público do mundo. O país tem um elevado nível de escolaridade pública e é uma nação altamente globalizada.